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Voip para pequenas empresas ainda esbarra na rede

:: Carolina Chemin :

Toda a vez que um fornecedor de soluções de telefonia IP ou de VoIP que atue no mercado de pequenas empresas é chamado para um levantamento de viabilidade, quase sempre encontrará o mesmo cenário: uma rede antiga e cheia de problemas. De fato, um dos principais desafios para a voz sobre IP neste segmento hoje em dia é a infra-estrutura. "Não há muito o que fazer para aproveitar essa infra-estrutura", diz Vinicius Soares da Silveira, gerente de produto da Leucotron.

Falando durante o evento Voice over IP Latin America 2008, o especialista disse que há duas soluções mais comuns para resolver esse impedimento: a segregação de redes (uma rede para dados e outra para voz) ou a atualização do legado. "Apesar de ser defendido por alguns, nós procuramos nos desviar desse primeiro caminho. O motivo é que a grande vantagem do VoIP é compartilhar o meio para prover serviços. Quando você coloca uma rede diferente para voz, perde a filosofia valorizada pelas pequenas empresas, que é a de aproveitar seus recursos", explica.

Dessa maneira, Vinicius defende que seja feita uma renovação da rede, com ações como a instalação de roteadores, a troca de hubs por switches e a detecção e conserto de cabeamento rompido ou que esteja sofrendo algum outro tipo de interferência.

Questionado sobre se essa estratégia não torna a venda mais difícil, o gerente diz que o segredo está em montar uma proposta onde a redução dos custos e/ou o aumento de produtividade compensem o investimento. "Hoje já conseguimos trabalhar 100% de nossas propostas dessa maneira. Buscamos sempre fazer tudo de forma que a solução seja economicamente viável", explica.

Acesso

Vinicius Silveira cita ainda como limitador do VoIP nas pequenas empresas o acesso à internet. "Hoje neste segmento há um grande predomínio da tecnologia ADSL, que traz uma série de obstáculos ao VoIP". Entre estes problemas está a falta de banda disponível, já que a mesma é compartilhada com outras tarefas da Internet. Além disso, em determinadas regiões não há disponibilidade de IP fixo, o que torna complexa a viabilização de ramais IP e que pede o uso de servidores de DNS dinâmicos. Finalmente, há a assimetria entre a banda de upload, que é pequena, com a de download. "Muitas vezes o cliente coloca um acesso ADSL só para voz, para resolver o problema. Em outros casos é feito um tratamento de QoS para garantir a priorização no upload", comenta.

Segundo o especialista, uma alternativa interessante seria o acesso WiFi, que tem uma boa banda para fazer tráfego de voz. "A única dificuldade desse sistema é a baixa capilaridade", conclui.

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