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Métodos de Codificação
Voip
Author: José de Ribamar Smolka Ramos - Engenheiro Eletrecista
Uma Introdução
Este artigo vai explicar as principais técnicas utilizadas
para a codificação digital de voz. Ao longo do texto
vamos procurar relacionar as técnicas apresentadas com
os padrões utilizados nos diversos sistemas de telefonia
(fixa e celular). Como não sou especialista no assunto
vou, logo de início, pedir desculpas por eventuais incorreções
ou omissões. Sugestões para a melhoria e/ou ampliação
do texto (dentro do espírito do objetivo) serão
sempre bem-vindas. O público-alvo deste artigo são
pessoas sem background técnico extenso, portanto peço
paciência aos leitores que já tenham um conhecimento
mais profundo deste tema. A apresentação vai ficar,
sempre que possível, no limite do conceitual. Vamos recorrer
à matemática apenas onde isto for imprescindível.
Para acompanhar o texto basta um bom conhecimento da matemática
e física do ensino médio (funções
e eletromagnetismo). Na elaboração deste artigo
usei apenas referências disponíveis na Internet –
ver lista no final, mais algumas coisa que ainda me lembro do
tempo da faculdade de engenharia elétrica. Aqueles que
desejarem se aprofundar mais no assunto podem, a partir das referências
citadas, encontrar indicações de outros sites e
livros sobre o tema.
Por que codificar?
Codificação digital de sinais de voz é um
dos tópicos de uma categoria mais geral de problemas: digital
signal processing (processamento digital de sinais). Nesta categoria
existem inúmeras aplicações, entre elas:
-
Comerciais – áudio e vídeo
de alta fidelidade, TV, rádio, telefonia;
-
Médicas – Radiografia, ultrassonografia,
tomografia computadorizada, tomografia por emissão de
pósitrons, ressonância magnética nuclear;
-
Militares – RADAR, SONAR. O problema
comum a todas estas aplicações é que a
capacidade dos meios de transmissão e/ou armazenamento
dos dados é finita, e precisamos encontrar um meio termo
entre duas necessidades antagônicas: diminuir a quantidade
de bits necessária para a representação
da informação (encoding), e manter a capacidade
de recuperar a informação original (decoding)
com um nível de distorção aceitável.
Na Teoria da Informação encontramos a Lei de Shannon,
que nos diz que a capacidade máxima de transmissão
C (em bps) de um canal de comunicação, na presença
de ruído, é dada pela expressão:
C = B.log (1+ S N) 2
Onde B representa a banda de passagem do canal (em Hz), e S/N
é a relação sinal-ruído, obtida pela
divisão da potência média do sinal S pela
potência média do ruído N no canal. Uma vez
escolhido o canal de comunicação (que define a banda
de passagem), para melhorar a capacidade de transmissão
temos que brincar com a relação sinal-ruído.
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